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terça-feira, novembro 08, 2016

OS VERDADEIROS HERÓIS DO NOSSO LOUCO TEMPO



                               OS VERDADEIROS HERÓIS DO NOSSO LOUCO TEMPO
 

    Queria nem perceber algumas coisas, mas... 
   Estar em uma janela, debruçado sobre ela, olhando a rua, o movimento das pessoas indo e vindo, o que vestem, o que levam nas mãos, nada disso é mudo para um poeta. Tudo isso fala alguma coisa em seu espírito observador.
E é assim que, num simples observar de uma rua qualquer, um poeta descobre que ainda existem heróis andando pelo meio das ruas, pelo meio das praças, das ruas movimentadas das metrópoles, mesmo nesses tempos maliciosos de hoje em dia.
    Esses heróis despertaram para a vida heróica assim... repentinamente! Alguma coisa os incitou à  selvagem guerra por uma vaga no mercado de trabalho. Inicialmente talvez incitados por alguma pressão sofrida em casa; talvez porque cansaram de pedir dinheiro aos pais e receber menos do que queriam , então resolveram sair em busca do seu próprio dinheiro; outros simplesmente porque descobriram uma moça que amam e querem poder dividir sua vida com ela, e o trabalho tornou-se um caminho necessário. Enfim, não importa tanto o motivo, mas quando esses jovens resolveram ir em busca do seu próprio trabalho, ao conseguir iniciá-lo e se firmarem nele, tornaram-se heróis, com direito  a derramar suor na batalha como aqueles heróis que aprenderam a ver somente nos filmes, pois agora também batalham no empurra-empurra dos metrôs, das vans e dos ônibus cheios, deixando também ali seu suor; sofrem enquanto sonham com o carro que um dia pretendem ter, símbolo de autonomia e liberdade. Alguns, com uma vaidade maior, planejam  ter um motor bem potente, uma máquina! Outros se satisfariam com qualquer 1.0, mas enquanto sonham, todos eles trabalham, suam, e isso os torna admiráveis heróis nesse tempo de cruel e sangrenta disputa por uma vaga no mercado de trabalho.
    Pensando assim, olhando para trás me orgulho do herói que um dia fui, ainda jovem, num tempo em que sequer havia celular, e os compromissos eram honrados com pontualidade. Hoje se usa o celular para se tentar explicar porque não se chegou a um compromisso ou o motivo do atraso de 2, 3 horas ou mais! A evolução tecnológica parece significar o retrocesso da eficiência humana!
    Conseguir se encaixar no mercado de trabalho hoje, ja é uma graça divina! Com tanta concorrência, com tanta diversidade, com o fantasma da globalização batendo à nossa porta exigindo que o mais simples recepcionista seja bilíngüe, e que um simples gari possua 2º grau completo, feliz daquele que consegue um trabalho digno hoje em dia sem as qualificações exigidas pelo padrão ISO 9002 ! rs!. 
    Nas grandes cidades, esses heróis dos quais falo sofrem horrores para chegar ao seu local de trabalho, começando pelo ritual de acordar para a vida 2, 3 ou 4 horas antes da jornada, para  depois encarar o trânsito neurótico das metrópoles, e ir chacoalhando dentro de um transporte urbano. Já nas pequenas cidades, sofre pela distância que deverá andar a pé até chegar ao seu “campo de batalha”!
    Mas são heróis porque... TRABALHAM!
Um poeta disse, numa música, no tempo da minha infância:
Sem o seu trabalho, um homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata
Nunca esqueci desse texto.
    Jovens que trabalham não são apenas o orgulho de seus pais. São a esperança de suas esposas, noivas ou namoradas. Jovens que trabalham são o parâmetro a ser seguido pelas crianças que os observam. Devem ser, na aplicação mais pura do termo, o orgulho de si mesmos, por terem conseguido entender que viver em sociedade significa justamente entender a importância do trabalho, e lutar por ele.
    Existem, é claro, muitos heróis em potencial, inconformados por não conseguirem se inserir no mercado de trabalho. Se qualificam, estudam,  e muitas vezes esbarram na exigência  patética de uma “experiência” que nunca terão se alguém não lhes der um primeiro emprego, uma primeira chance. Mas apesar de toda sua indignação, continuam tentando, buscando e por isso nesse momento são aprendizes de heróis, o que certamente serão um dia.

    São eles que serão ansiosamente aguardados por suas esposas no  fim do dia Festejados por seus futuros filhos ao abrirem a porta de suas casas no final da tarde, ou até em noite avançada.

    São eles que serão chamados de “senhor”  pelos porteiros e manobristas. São eles que muitas vezes entrarão por suas portas trazendo compras em alguma sacola do mercado para um jantar especial, dando cores vivas e um tom alegre ao convívio em família. A despeito de toda a safadeza que impera na política que nos rege, são esses jovens heróis que pagarão os tributos e perpetuarão o trabalho como eterna atividade digna de honra e proteção das leis.

    Se alguém acha que é ingênuo, pueril, enxergar esses jovens como heróis, veremos se não me darão razão, quando eu lhes disser o que é exatamente o oposto desses jovens sobre os quais falei, ou seja, aqueles que caminham em sentido contrário aos que chamo de heróis. O seu lado oposto são: os preguiçosos; os dorminhocos; os acomodados”. Estes não são guerreiros. São os fracos de vontade. O oposto dos heróis, pois não trabalham. Pelo contrário, tem “horror” ao trabalho!
    Serão os futuros “come-e-dormes” da vida, esperando a morte chegar com a boca escancarada cheia de dentes (ou mesmo sem eles!).
    Então, senhores, ao verem algum jovem andando apressado pela rua; portando sua pasta, vestindo roupa modesta ou mesmo de terno e gravata; pilotando sua motocicleta de entrega ou simplesmente andando apressado para pagar contas que nem são suas; ou cumprindo uma ordem do patrão; ou mesmo que os veja em algum restaurante almoçando em seu sagrado momento; ainda que na alegre e festiva companhia de amigos, se aparentam ter entre seus 16 a 30 anos e trabalham, merecem nosso respeito. Brinde-os com um sorriso, honre-os com um singelo e leve baixar de cabeça. Neste mundo sujo e injusto, nesta sociedade selvagem e sem decência, estes jovens, senhores, são os nossos verdadeiros heróis.
Autor: Sérgio Lopes
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